"Especial" não é "Superior mais um degrau". São três sistemas de classificação diferentes, medindo coisas diferentes, com números que não se convertem um no outro — e é por isso que as palavras soam como sinônimos.
COB
Classificação Oficial Brasileira
Classificador registrado, no café verde — antes de torrar.
Defeitos, sabor de defeito e tamanho de grão. Dá o tipo, a bebida e a peneira.
Bebida, da melhor para a pior:
- estritamente mole · mole · apenas mole
- dura
- riada · rio · rio zona
É de onde vêm "bebida dura", "Fine Cup" e "peneira 16" nas fichas dos nossos cafés.
ABIC
Programa de Qualidade do Café (PQC)
Provadores treinados, em laboratório credenciado, no café já torrado e moído.
Uma nota de Qualidade Global — aroma, sabor, corpo, torra e moagem juntos.
De 0 a 10:
- Tradicional · 4,5 a 5,9
- Superior · 6,0 a 7,2
- Gourmet · 7,3 a 10
É daqui que vêm as palavras "Superior" e "Gourmet" que o mercado brasileiro estampa na embalagem.
SCA
Cafés especiais (SCA / BSCA)
Q Grader — classificador licenciado pelo CQI — em prova às cegas, na mesa de cupping.
Fragrância, sabor, doçura, acidez, corpo, final e ausência de defeitos, um a um.
De 0 a 100:
- 80 ou mais · especial
- abaixo de 80 · comercial
É a régua do nosso Microlote — e a única da casa que produz uma nota.
Em novembro de 2024 a SCA trocou a ficha de prova de 2004 pelo Coffee Value Assessment, que descreve o café em vez de resumi-lo a um número só. O corte de 80 pontos vem da ficha antiga e segue sendo o que o mercado usa — inclusive o laudo do nosso lote.
A Aya não é certificada no PQC da ABIC: usamos "Superior" e "Gourmet" como o mercado brasileiro usa. O que cada linha da casa tem de documento está escrito na coluna dela, e o que não tem também.